Ok, Ok! Sei que estamos muuuuito displicentes
esses tempos e vocês tem todos os motivos do mundo pra estarem
chateados, mas estamos de volta e separamos um artigo maravilhoso
da Rosana Braga, que já deu o ar de sua graça algumas vezes por
aqui. Espero que gostem!
O que te motiva: Amor ou
Carência?
por Rosana Braga
Você está vivendo um relacionamento cheio de
conflitos, estresse e dúvidas? Sente-se ansioso e tenso, por mais
que quisesse sentir paixão, alegria e empolgação? Tem medo de que
tudo acabe sem entender o que está fazendo de errado? Talvez você
esteja carente...
Não sei se já aconteceu com você, mas sei de
muitas pessoas que entram num relacionamento ou investem
pesadamente na possibilidade de começar um, acreditando piamente
que o que sentem é amor! No entanto, suas atitudes e suas cobranças
são, em geral, carregadas muito mais de carência do que de qualquer
outro sentimento.
Ansiosas, impacientes e até agressivas, vão
conduzindo o que deveria ser um encontro de amor, como se fosse um
grande problema a ser resolvido. Passam o dia sentindo-se tensas,
olhando o celular por várias e várias vezes, monitorando os passos
do outro e tentando obter atenção a qualquer
preço!
Se essas pessoas parassem por um tempo,
refletissem sobre seus verdadeiros sentimentos e desejos,
questionassem-se sobre o que querem para suas vidas, o que estão
buscando num relacionamento de amor, descobririam –
surpresas! – que estão num ritmo equivocado, descompassado,
desequilibrado...
Morrendo de medo de que o outro não corresponda sua
necessidade de carinho, afeto e presença, terminam atropelando a
ordem natural dos acontecimentos e se precipitando em sensações,
julgamentos e conclusões. Sofrem por antecipação e, muitas vezes,
terminam atraindo exatamente o desfecho que tanto temiam justamente
por não conseguirem dar tempo ao tempo!
O outro se cansa, perde o interesse, já não consegue
enxergar o encanto visto inicialmente e tudo vai por água abaixo. E
a impressão que fica é de que o ansioso e carente tinha toda razão
de estar assim, tão aflito... Será? Será mesmo que não havia
chances ou será que a pressa e o medo de ficar sozinho de novo
fizeram com que o verdadeiro sentido do enamoramento se
perdesse?
Pra saber se o que você está vivendo é uma promessa
de amor, observe: é um encontro criativo, produtivo e leve? É
gostoso, empolgante e comporta planos para o futuro? Tem espaço
nesta relação para que você se coloque, demonstre o que quer e fale
sobre seus sentimentos? Você consegue ser você mesmo ou precisa
pensar antes de fazer ou falar qualquer coisa? Ao final de cada
encontro, você se sente acolhido e feliz ou preocupado, inseguro e
com a sensação de que vai acabar a qualquer
momento?
Se suas respostas apontarem para uma relação cheia
de conflitos, pesada, tensa e que te deixa bem mais estressado do
que sorrindo à toa – que é como ficam os apaixonados –
a tendência será justificar todos esses sentimentos e
características a partir do comportamento do outro, seja pelo que
ele faz ou pelo que deixa de fazer. Seja pelo que diz ou pelo que
deixa de dizer...
No entanto, para que haja qualquer possibilidade de
felicidade e sucesso nessa ou em outras relações que você vier a
viver, é absolutamente preciso que você se reconheça no meio disso
tudo! É muito importante que você comece a refletir sobre o que tem
feito, o que tem dito e, principalmente, quais as crenças que tem
alimentado sobre amor, felicidade e
relacionamento.
Ninguém vive uma situação por acaso. Todos nós
atraímos pessoas e circunstâncias específicas, que correspondem com
a energia que temos alimentado, com as expectativas que temos
reafirmado e com a forma como temos lidado com a gente mesma. Se
você tem vivido relações insatisfatórias, provavelmente elas estão
alinhadas com a forma insatisfatória que você tem vivido sua
vida!
E sendo assim, está na hora de rever sua autoestima,
sua alegria e sua fé. Está na hora de rever o quanto você realmente
se sente merecedor de ser amado e capaz de amar. Porque quem
acredita de verdade que merece, age como quem merece e atrai quem
está disposto a amar e também ser amado. É uma questão de encaixe,
de lei da atração, de lógica do Universo, de perfeição da
natureza... É uma questão, sobretudo, de ação e
reação.
Claro que isso não significa que uma relação deve
acabar quando começar a passar por crises e dificuldades. Afinal,
todos nós temos muito a crescer enquanto nos relacionamos. Mas,
veja: se você sabe o que quer e sabe o que precisa fazer para
conquistar o que quer, suas atitudes e escolhas, mesmo durante uma
crise, serão coerentes. E isso vai fazer com que a crise sirva para
amadurecer e melhorar e não para afundar mais e mais você e o outro
numa lamentável carência.
Enfim, se o que te move é amor, certamente você está
consciente, sabe para onde está indo e porque tem investido no
relacionamento que está vivendo. No entanto, se o que te move é
carência, provavelmente você tem se sentido perdido, confuso,
triste, ansioso e vazio. Agora, resta-nos torcer para que você se
sinta completamente desiludido. Porque isso significa que terá
saído da grande ilusão de que isso possa ser amor. Não
é!
A partir de então, poderá reescrever suas crenças,
começar a reconhecer quem você é e o quanto tem para dar e receber,
e daí sim atrair uma história de amor de gente
grande...
Sobre a
Autora:
Rosana Braga é jornalista, palestrante, consultora de relacionamentos
e autora dos livros FAÇA O AMOR VALER A PENA e O PODER DA
GENTILEZA, entre outros.Mais sobre a Autora.